quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Indústria do esporte necessita de qualificação

Indústria do esporte necessita de qualificação

A construção das arenas tem liderado as discussões

A expectativa da realização de dois dos maiores eventos esportivos do mundo já não é novidade para os brasileiros. A questão agora são as necessidades que precisam ser cobertas para absorvê-los. E isso agora tem ocupado tempo generoso dos organizadores, governo e iniciativa privada.

A construção das arenas tem liderado as discussões. Daqui a pouco vão entrar a fundo na questão da infraestrutura de transporte – embora pitadas sobre o assunto vêm aparecendo rapidamente por meio da mídia.

Dentro desse debate, porém, um tema que não tem participado da pauta, mas possui muita importância e necessita ser tratado devido a sua influência, é a qualificação dos profissionais que atenderão às demandas da época dos acontecimentos e do legado.

Ainda não há como dimensionar quantos profissionais serão necessários para estes dois megaeventos. Mas, de acordo com o Governo Federal, teremos que qualificar cerca de 300 mil profissionais no Brasil somente para a Copa de 2014. É muita gente para capacitar até lá.

O fato é que de medicina a gestão dos negócios, precisaremos de pessoas especializadas em áreas diversas do esporte que até bem pouco tempo eram desconhecidas e pouco estruturadas por aqui.

Precisamos de profissionais preparados a tempo. A Copa das Confederações de 2013 – uma espécie de ensaio para a Copa do Mundo – vai demandar isso daqui a pouco. Faz-se necessário colocar o assunto na mesa porque em outras áreas – sem ou com megaeventos esportivos – há também indícios de falta de profissionais qualificados para suprir as demandas do desenvolvimento acelerado.

Cursos vêm surgindo no país a reboque da aproximação dos eventos esportivos. Há gente interessada. Mas ainda falta ação mais concreta de transformar a prática em um projeto de resultado factível e de acordo com as necessidades de cada segmento esportivo envolvido com a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Acima de tudo, é preciso definir esse plano para que a educação seja igualitária, de resultado e atenda aos interesses do país em um futuro mais longo do que 2016. O momento é de recuperar o atraso para transformar o esporte brasileiro em uma potência nos negócios, na alavanca social e na competitividade dentro do contexto mundial.

Estádios modernos e equipados, trem bala funcionando perfeitamente e mobilidade urbana a contento são tópicos desejosos de todos. Mas sem gente para gerir, integrar, fazer funcionar e combinar tudo isso com a premência dos acontecimentos esportivos não há como se acreditar que estaremos realizando um ótimo trabalho.


Fernando Trevisan - é presidente da Trevisan Gestão do Esporte.

Fonte: www.administradores.com.br

Saiba como os recrutadores descobrem as mentiras dos profissionais

Saiba como os recrutadores descobrem as mentiras dos profissionais
Segundo especialistas, alguns profissionais mentem tanto por meio do currículo como pessoalmente

No Brasil, existe um ditado popular que afirma que “mentira tem perna curta”. No ambiente corporativo, a frase não foge à regra, já que, mesmo antes de o profissional entrar na empresa, os recrutadores estão atentos às informações passadas.

O gerente de Projeto do Grupo Foco, Rudney Pereira Junior, afirma que, embora anti-ético, acontece de as pessoas mentirem tanto no currículo como na entrevista de emprego. As mentiras contadas variam de competências até a formação. “A mentira em processos seletivos é mais comum do que se imagina, principalmente no currículo".

Entre as mentiras mais contadas, estão o conhecimento em idiomas e cursos complementares de formação. Ele acrescenta ainda que muitas pessoas mentem em relação às viagens realizadas ao exterior, tornando um passeio em uma experiência profissional.


Currículo

Segundo o especialista, as mentiras escritas no currículo são mais difíceis de serem descobertas à primeira vista. “Nós partimos do princípio que a pessoa está falando a verdade e que está a fim de participar do processo de maneira honesta”, declara.

Entretanto, estas mentiras podem vir à tona quando a empresa pedir um documento para comprovação, como um diploma ou certificado de conclusão de curso. Geralmente, estes comprovantes não são solicitados durante o processo seletivo, mas no momento da admissão do profissional.

“Se o profissional mentiu e ele foi admitido, a empresa pode desistir de contratá-lo, porque nesta situação existe quebra de confiança”, explica Pereira Junior.


Entrevista

Já as mentiras contadas pelo profissional durante a entrevista com o recrutador são mais fáceis de serem detectadas. De acordo com Pereira Junior, o entrevistador desconfia quando o candidato não consegue responder às perguntas relacionadas às competências exigidas ou experiências de trabalho.

“A pessoa se enrola. Ela não consegue sustentar aquela mentira e nós exploramos ao máximo esta situação. O profissional mostra insegurança, o que é diferente do nervosismo”, diz.

Além disso, os recrutadores podem checar as informações passadas pelo candidato por meio da empresa anterior em que ele trabalhou, pedindo uma carta de referência ou mesmo por telefone. Outra prática utilizada é acessar as redes sociais, como o Linkedin, Eacademy, Indica, entre outras.


Carreira prejudicada

Contar uma mentira no processo seletivo prejudica tanto a empresa como a carreira do profissional. Para a empresa, o problema é o tempo perdido com aquele candidato. Já para o profissional, a imagem e a confiabilidade ficam abaladas.

Fonte: www.administradores.com.br

Networking e educação são aliados importantes na busca por inovação

Networking e educação são aliados importantes na busca por inovação

Para especialista, estar atento às mudanças também é uma característica que pode ajudar a lidar com a pressão do ineditismo

O networking (rede de contatos) e a educação são aliados importantes para quem precisa inovar e sempre apresentar ideias novas na empresa. Ao menos, esta é a opinião do presidente do Grupo Employer, Marcos Aurélio Abreu.


“Não é fácil sempre apresentar ideias novas. Porém, a atualização constante, por meio de cursos, MBAs, entre outros, pode ajudar os profissionais que têm esta função. Além disso, estas pessoas devem sempre estar atentas ao seu networking especializado, que traz ideias novas mais rápido do que a academia”, explica.


Atenção às mudanças

Estar atento às mudanças também é uma característica que pode ajudar quem precisa lidar com a pressão do ineditismo, segundo ressalta a consultora de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Erica Macedo.


“É importante estar atento às mudanças mais recentes, participar de reuniões e conhecer bem as estratégias de inovações para que o profissional e a empresa tenham bons resultados no negócio”, afirma.

Além disso, diz ela, estar comprometido com a inovação traz resultados positivos tanto para a empresa como para os profissionais, sendo que estes últimos devem ter consciência de que a constante busca por ideias novas veio para ficar, já que traz diferencial para as empresas, sobretudo para aquelas que querem disputar liderança e inovar os negócios.


Líder

Neste sentido, ressaltam os especialistas, o papel do líder é fundamental, tendo ele que adotar uma postura de visão estratégica dos negócios, sabendo identificar novas oportunidades e inovação.

No mais, destaca Abreu, o líder precisa saber apontar ferramentas e circunstâncias, além de abrir mão do controle total.


“Neste cenário, o líder não pode ser controlador. Ele precisa ter habilidade para lidar com a adversidade e paciência para lidar com os profissionais que geralmente têm perfil mais desafiador”.

Fonte: www.administradores.com.br

Falta de talentos facilita volta a ex-empregador

Falta de talentos facilita volta a ex-empregador

Há vantagens para as empresas, como a rapidez na adaptação; consultores dizem que funcionário deve avaliar se novo cargo é um avanço na carreira

Fernando Scheller - O Estado de S.Paulo

Você recebeu uma proposta de emprego, mas está com medo de que seu chefe usará aquela velha frase: "Pode tentar, mas fechará as portas daqui para sempre". Se esse é seu receio ao encarar uma nova oportunidade, não há motivo para pânico. Segundo consultores em recursos humanos, a evolução do mercado para uma realidade "menos paternalista" e a escassez de mão de obra treinada eliminam, aos poucos, a realidade do "nunca mais" para profissionais no País.

Salvo em situações extremas, como demissão por justa causa, nem um desligamento por iniciativa do empregador fecha as portas. "Muita gente sai porque, em determinado momento, a empresa não tinha horizontes a oferecer. Em um mercado em expansão, as empresas não podem mais se dar ao luxo de recusar um bom profissional", explica Patricia Epperlein, da consultoria Mariaca. "Para o executivo interessado em voltar, o melhor é manter a rede de contatos viva, informar amigos e colegas dos passos profissionais."

Foi o que fez Daniel Guijarro, de 55 anos. Com 20 anos de atuação em turismo, ele foi desligado em junho de 2007 da rede Accor, onde atuava como gerente comercial do segmento turístico, como as unidades da Costa do Sauipe, na Bahia. Na época, a empresa decidiu concentrar esforços em hotéis de negócios, e o cargo de Guijarro foi eliminado. Depois disso, ele migrou para a rede paranaense Bourbon, onde ficou por dois anos e meio. No início de 2010, recebeu um convite para voltar para a Accor, como diretor adjunto de vendas.

"A ida para o Bourbon representou a atuação tanto na área turística quanto na de negócios. E a volta para a Accor foi outro avanço, pois o cargo tem um escopo bem maior", diz Guijarro. Ele conta que, como o mercado de turismo tem um universo relativamente restrito, teve a vantagem de encontrar ex-colegas da Accor regularmente em eventos de entidades de classe. "Sempre mantive contato com meus pares e também com a diretoria."

Família. Há mais de uma década, o especialista em tecnologia da informação Augusto Cruz, hoje com 39 anos, decidiu sair da consultoria Accenture quando viu que o trabalho de consultor, que exigia longos períodos fora de casa, não combinava com a paternidade iminente. Começou a procurar oportunidades localizadas em São Paulo: ficou apenas 20 dias na primeira empresa, passou dois anos em outra consultoria e fez carreira por uma década na Whirlpool, onde coordenava a área de TI.

Expatriado, trabalhou no México e nos Estados Unidos, participando da concentração dos serviços de tecnologia no quartel-general norte-americano do conglomerado. Quando voltou ao País, sua vaga não existia mais. Ao buscar novas oportunidades, viu as opções limitadas por processos semelhantes ao da Whirlpool: em várias companhias, o trabalho se resumiria a eliminar a área de TI. "Queria continuar na área, e a consultoria me pareceu a maneira ideal. Hoje, enfrento jornadas longas, mas os meus filhos estão maiores e tenho uma estrutura familiar bem montada", explica Cruz, que voltou para a Accenture há dois meses.

FIQUE ATENTO

Salário é fundamental
Sandra Finardi, da DMRH, afirma que é importante o profissional saber seu "preço mínimo" antes do início da negociação.

Um novo cargo
Voltar ao mesmo cargo, diz Mário Custódio, da Robert Half, pode ser uma armadilha: a troca deve ser sempre um avanço.

Mesmos problemas
Para Custódio, é vital fazer uma lista do que incomodava no antigo emprego: os velhos problemas ainda podem voltar à tona.

Nova cultura
Segundo Sandra Finardi, nos hiatos mais longos, a cultura admirada pode não estar mais lá, especialmente se o comando da empresa foi trocado.


Fonte: O Estado de São Paulo

Objetivo é unir ensino e diversão

Objetivo é unir ensino e diversão

Novas ferramentas integram pedagogia e tecnologia, mas seu uso ainda não é acessível a todos

Leticia Moreira/Folhapress

LUCIANO GRÜDTNER BURATTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O burburinho domina a sala de aula. Em netbooks, alunos do primeiro ano do ensino fundamental comandam animais em uma floresta virtual e compartilham suas descobertas com colegas e com a professora. Ao final da brincadeira, narram em redações as peripécias de seus bichos preferidos. Os textos, depois reunidos em um livro, serão lançados na escola, com direito a noite de autógrafos. A atividade de redação em um colégio da capital paulista, descrita acima, ilustra como tecnologia e pedagogia podem ser integradas a fim de tornar o ensino mais efetivo e divertido. Além de computador e internet, tecnologias mais recentes, como lousas digitais, estão mudando as feições da velha sala de aula, resquício da Revolução Industrial em um mundo pós-industrial. Algumas instituições chegam a investir 4% de seu orçamento em tecnologia, valor repassado para os pais na cobrança da mensalidade.

DESAFIOS
Esses avanços impõem dois grandes desafios para a educação brasileira: a disseminação dessas tecnologias e a capacitação de professores para seu correto uso.

O caminho é longo, e novidades como votadores, mesas digitais, realidade aumentada e aulas em 3D ainda estão em grande parte restritas às instituições de ensino fundamental e médio da rede particular e às faculdades.

Segundo o último censo do Ministério da Educação, apenas 49% das escolas públicas de ensino fundamental possuem computadores e só 33% têm acesso à internet. No ensino médio a situação melhora: 97% têm micros e 89% estão conectadas.

O uso de computadores e de novos recursos não se traduz em melhoria automática na educação - e isso vale do ensino infantil à universidade, dizem especialistas.
É preciso ter um professor preparado para usar as novas ferramentas, que incluem sistemas integrados de informática, que unem aulas preparadas por todos os docentes, e até corretores automáticos de testes.

A Folha conversou com pesquisadores e produtores de tecnologia e consultou 32 instituições de ensino. O resultado é um panorama da tecnologia educacional no Brasil e como ela pode ser usada para atrair o "tecnoaluno" que está chegando às salas de aula.

FOLHA.com
Assista a vídeo de pesquisa na USP sobre realidade aumentada
folha.com.br/sa820167

Videogames possibilitam aprendizado por imersão

Ao simular diferentes papéis, aluno adquire conhecimento naturalmente

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mais que entretenimento, jogos eletrônicos começam a ser encarados por educadores como ferramentas pedagógicas importantes. Um game moderno de futebol, por exemplo, permite que a criança assuma papéis de treinador, diretor ou médico do time. Ao vivenciar essas funções, o aluno adquire uma visão do esporte difícil de obter de outra forma.

Essa capacidade dos games de imergir o jovem em um ambiente virtual seguro, estimula a tomada de decisões rápidas (para avançar no jogo), o espírito investigativo (para descobrir regras e superar obstáculos) e o trabalho em equipe (no caso de jogos on-line multijogador). Nos EUA, a escola "Quest to Learn" (q2l.org) acredita tanto no potencial educativo de jogos (tanto digitais quanto analógicos) que seu currículo é todo baseado neles.

Em São Paulo, no colégio São Luís, alunos do 8º ano criam jogos para os do 3º ano. Num desses games, o aluno conduz um avião e precisa pousá-lo no Estado do Brasil que possui as características indicadas pelo jogo. Além de games dos próprios alunos, é possível adaptar jogos comerciais para atividades em sala de aula.

O jogo SimCity é usado no colégio Bandeirantes em aulas de geografia. Os alunos estudam aspectos urbanos de São Paulo e, por meio de simulação no ambiente virtual, buscam soluções de planejamento urbano. No livro "Games em educação" (2010, Pearson), João Mattar, professor de design de games da Universidade Anhembi Morumbi, indica ainda Carmen Sandiego (geografia), Civilization III (história), Dimension M (matemática) e Spore (biologia).

Mas o uso educacional de games enfrenta obstáculos. O primeiro é sua adaptação ao currículo oficial: é difícil equilíbrar didatismo e diversão pura. Outro problema está na avaliação: pontos no jogo equivalem a notas? (LGB)

FOLHA.com
Veja sugestões de jogos
folha.com.br/sa820093


Fonte: Folha de São Paulo

Estudante multitarefa exige um novo professor

Estudante multitarefa exige um novo professor

Currículo defasado e falha na capacitação são desafios na formação de docentes

SAMIA MAZZUCCO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Currículos acadêmicos desatualizados e falha nos programas de capacitação e de avaliação dos docentes. São esses os desafios apontados pelos especialistas na qualificação de professores para trabalhar com as TICs (tecnologias da informação e comunicação) em sala de aula -do ensino infantil a universidades.
Segundo eles, a reforma dos currículos é uma das prioridades, porque é preciso formar um novo professor, para que a tecnologia seja um instrumento que atraia este novo aluno, cada vez mais "multitarefa".

Pesquisa da Fundação Victor Civita, em parceria com o Ibope e o Laboratório de Sistemas Integráveis da USP, mostrou que 70% dos entrevistados dizem estar pouco ou nada preparados para usar tecnologia na educação. A pesquisa, que ouviu 400 escolas públicas em 12 capitais brasileiras em 2009, também revelou que apenas 116 dessas instituições (29%) ofereceram cursos de capacitação para seus funcionários.
O bom uso das novas tecnologias auxilia professores na diversificação e no desenvolvimento das aulas, além de motivar os estudantes.

EFEITOS
É consenso entre os especialistas que ainda não é possível medir com precisão os efeitos do uso das novas tecnologias. O investimento recente em capacitação de docentes e a falta de mecanismos de avaliação são alguns dos motivos.
"Uma proposta é a autoavaliação, em que a escola reflita o uso pedagógico da tecnologia e gere relatórios para os gestores avaliarem os programas de formação", diz Maria Inês Bastos, consultora em novas tecnologias para educação da Unesco.
A única certeza é que o uso das tecnologias torna o aprendizado mais atraente.
Para Bastos, o modelo massificado de educação "está falindo ou já está falido". Por isso defende o uso da tecnologia como aliada do professor, que precisará saber estimular a criatividade e a troca de conteúdo entre os seus próprios alunos.

FOLHA.com
Professores falam sobre uso do computador
folha.com.br/sa820232


Fonte: Folha de São Paulo